Israel e a vinda do Senhor Jesus Cristo 5

Um povo escolhido?
Escolhido por Deus?
Essa graça parece ter trazido
mais que sua quota de problemas.

No filme Um Violinista no Telhado,
Topol (o artista principal do filme)
ecoa o protesto perplexo de muitos judeus:
"Que tal escolher um outro povo!"
Obviamente esse pedido não muda os fatos.
Não há como escapar do propósito de Deus
ou do registro bíblico.
Recusando-se a encarar
as evidências surpreendentes,
os céticos descartam insolentemente
a simples sugestão de que poderia existir
um "povo escolhido".

Ateus negam a existência de qualquer Deus
para fazer a escolha.
Apesar disso, essa afirmação bíblica,
mesmo que muito rejeitada,
serviu para focalizar
a atenção do mundo nos judeus.

Em vários casos,
ela tem trazido
a perseguição por parte daqueles
que odeiam os judeus,
como se fossem estes os autores da idéia
de que Deus tinha alguma afeição especial
por eles e um plano especial para eles.

Os muçulmanos, por outro lado,
insistem que não foram os descendentes de Isaque,
mas os de Ismael que foram escolhidos por Deus.

A tribo Quraita, à qual pertencia Maomé,
afirmava que sua descendência
se estendia até Ismael e,
por meio dele, a Abraão.
Logo, argumenta-se, a terra de Israel
(que os muçulmanos insistem que foi prometida a Ismael)
pertence aos árabes.

Essa afirmação, porém, não tem fundamento.
A Bíblia declara o contrário:
que o território de Israel pertence
aos descendentes de Isaque.

Quanto ao Corão,
ele sequer menciona Jerusalém
ou qualquer parte do território de Israel
- uma omissão que é fatal às afirmações islâmicas
nestes últimos tempos.

A evidência de que os judeus são
descendentes de Abraão, porém,
é surpreendente.

Aqui é que começa a história:

"Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra...
e vai para a terra que te mostrarei;
de ti farei uma grande nação...
abençoarei os que te abençoarem,
e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;
em ti serão benditas todas as famílias da terra"
(Gênesis 12.1-3).

"O Senhor teu Deus te escolheu,
para que fosses o seu povo próprio,
de todos os povos que há sobre a terra"
(Deuteronômio 7.6).

Há cinco elementos distintos na aliança
que Deus fez com Abraão,
Isaque, e Jacó (Israel)
que distinguem seus descendentes
de todos os outros povos da terra.

Aqui eles estão na ordem em que foram dados:

1)a promessa de que o Messias viria
ao mundo por Israel;

2)a promessa de um certo território que foi dado
a Israel como possessão para sempre;

3)a lei mosaica
e seus subseqüentes pactos de promessa,
que definiram um relacionamento especial
entre Deus e Israel;

4)a manifestação visível da presença
de Deus entre eles;

5) o reinado prometido do Messias,
no trono de Davi em Jerusalém,
sobre Seu povo escolhido e sobre o mundo inteiro.

Os versículos seguintes
são uma amostra das muitas confirmações de Deus
dessa promessa especial
a respeito da terra:

"Apareceu o Senhor a Abrão, e lhe disse:
Darei à tua descendência esta terra...
porque toda essa terra que vês, eu ta darei,
a ti e à tua descendência, para sempre.
Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus,
para dar-te por herança esta terra...
a tua posteridade será peregrina em terra alheia (Egito),
e será reduzida à escravidão...
Na quarta geração tornarão para aqui.
Naquele mesmo dia fez o Senhor aliança com Abrão,
dizendo: À tua descendência dei esta terra,
desde o rio do Egito (no deserto do Sinai)
até ao grande rio Eufrates
(e daí continua uma descrição do território exato)"
(Gênesis 12.7; 13.15; 15.7,13-16,18-21).

"Escolhido" por um Deus "imparcial"?
Até mesmo entre cristãos
há uma controvérsia crescente
sobre a questão de Israel ainda ter ou não
um lugar especial nos planos de Deus.
Essa polêmica é acompanhada pela rejeição crescente
do ensinamento bíblico de que o território de Israel
pertence aos judeus.
Alguns argumentam que o fato de Deus
ter escolhido Israel significa que Ele estava
demonstrando um favoritismo injusto.
Afinal de contas,
a Bíblia diz que "Deus não faz acepção de pessoas"
(Atos 10.34).

Como pode a imparcialidade de Deus
ser reconciliada com a idéia de um povo escolhido?
Deus deixou muito claro em várias ocasiões
que não foi "acepção de pessoas"
que O levou a escolher Israel.
Ele os escolheu apesar de sua falta
de mérito e atração,
não porque Ele achou que fossem mais atraentes
que outros povos.
Na verdade,
eles eram rebeldes e nada mereciam além de punição.
Foi com esse povo indigno que Ele decidiu
demonstrar Seu amor, graça,
e misericórdia ao mundo.

Ouça enquanto Ele fala a Israel
através de Seus profetas:
"Não vos teve o Senhor afeição,
nem vos escolheu,
porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo,
pois éreis o menor de todos os povos,
mas porque o Senhor vos amava,
e para guardar o juramento que fizera a vossos pais
(Abraão, Isaque e Jacó),
o Senhor vos tirou (do Egito)"
(Deuteronômio 7.7,8).
"Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos,
filhos que não querem ouvir a lei do Senhor.
Eles dizem... aos profetas:
Não profetizeis para nós o que é reto;
dizei-nos cousas aprazíveis,
profetizai-nos ilusões"
(Isaías 30.9,10).

"Filho do homem,
eu te envio aos filhos de Israel,
às nações rebeldes que se insurgiram contra mim;
eles e seus pais prevaricaram contra mim,
até precisamente ao dia de hoje"
(Ezequiel 2.3).

A Graça Insondável de Deus
A Bíblia repetidamente diz que os judeus,
como toda a humanidade,
são rebeldes indignos de qualquer coisa
a não ser de julgamento.
Mesmo assim, Deus, por graça,
abençoou a Israel
sem que este tivesse qualquer mérito,
tudo por causa das promessas que Deus
fez a Abraão, Isaque, e Jacó.
Além disso,
essa graça é possibilitada
pela morte redentora do Messias.

Graça e Promessa
As imperfeições de Israel não vêm ao caso.
Como os versículos acima
e centenas parecidos com eles na Bíblia atestam,
Israel tem sido rebelde desde o princípio.
Sua condição atual não é nada de novo.
Deus tem punido Israel por seus pecados.
A pior punição, porém,
está por vir durante a Grande Tribulação,
que culminará na batalha de Armagedom.
No entanto,
as promessas a Abraão, Isaque, e Jacó
permanecem e serão cumpridas pela graça de Deus.
Pois se a bênção de Deus vem apenas
para aqueles que são dignos dela,
então toda a humanidade está condenada.
Pois, como a Bíblia nos lembra,
"todos pecaram" (Romanos 3.23; 5,12).

CONCLUSÃO
Alguém pode honestamente comparar
essas profecias a respeito de Israel
com sua história e continuar sendo um ateu?
Ou alguém poderá negar que Jesus Cristo
é o único Salvador?
Seu advento,
profetizado pelos mesmos porta-vozes de Deus
inspirados pelo Espírito,
está intimamente ligado a Israel
e sua história tortuosa de dispersão
e retorno à sua terra.

O outro grande tema da profecia bíblica
é o Messias que viria por meio de Israel
e para Israel.

Essas profecias numerosas e específicas
a respeito da vinda de Cristo,
e seus cumprimentos na vida, morte,
e ressurreição de Jesus de Nazaré
identificam conclusivamente
a Jesus como o Cristo.

Elas também constituem a maior prova irrefutável
da existência do Deus que inspirou
os profetas hebreus.

Por que as profecias serão cumpridas
neste período de tempo chamado de
"os últimos dias"?
A razão é óbvia
e de grande importância para nosso assunto.
A Segunda Vinda
não poderia acontecer sem que Israel
se tornasse uma nação novamente
em sua própria terra
- pois será a Israel que Cristo
retornará durante Armagedom,
para salvar Israel de seus inimigos
que estarão tentando exterminá-lo.

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